Coimbra 1220 - 2020

Jubileu 2020

Jubileu dos Mártires de Marrocos e de Santo António

Jubileu dos Mártires de Marrocos e de Santo António

Na comemoração dos oitocentos anos do martírio dos Protomártires Franciscanos, bem como da vocação franciscana de Santo António, este Jubileu quer propor à Igreja a celebração da fidelidade da fé, reacender nos corações dos fiéis o ímpeto missionário e dinamizar uma cultura evangelizadora.

Na preparação para a Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2022, celebramos o jovem António, seduzido pelo exemplo dos Mártires de Marrocos, um apaixonado pela missão. Este Jubileu quer ser também uma porta aberta a todos, para que cada um possa redescobrir “a alegria do Evangelho [que] enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus” (EG 1).

Finalmente, o Ano Santo procura uma tomada de consciência do drama dos cristãos perseguidos em nossos dias e da necessidade de um salutar diálogo inter-religioso na construção da paz.

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Diálogos com António 2020” - O dom frágil da vida
Diálogos com António 2020” - O dom frágil da vida

Este tema foi agendado muito antes da COVID-19 nos confrontar com a fragilidade da vida e nos questionar acerca das opções políticas, sociais e económicas que nos têm conduzido a uma cada vez maior desigualdade, colocando a nu a vulnerabilidade de todos, mas sobretudo dos mais frágeis. Neste tempo de pós pandemia, seguindo o exemplo de Santo António, o amigo dos pobres e dos desprotegidos, a solidariedade que vai ser exigida a cada um de nós vai ser muito mais exigente e convoca-nos para novos desafios no domínio da saúde, da ética e da economia.
Neste Diálogos com António os convidados são Margarida Neto, Carlos Costa Gomes e Pe. Nuno Santos. Ana Sofia Carvalho irá moderar e Frei Severino Centomo será o anfitrião.

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Festa de Santo António em Ano Jubilar
Festa de Santo António em Ano Jubilar

No Ano do Jubileu de Santo António e dos Mártires de Marrocos, Coimbra celebra com devoção a Festa de Santo António, apesar de todas as contingências impostas pela Covid-19.

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Coimbra: um caminho de uma vocação

A cidade de Coimbra ocupa uma página importante da história de Portugal e da própria Igreja. Não é por acaso que os primeiro Reis de Portugal estão sepultados nesta cidade, no Mosteiro de Santa Cruz.

Este mosteiro e a Igreja de Santo António dos Olivais estão ligados pela figura de Santo António: de Lisboa, de Coimbra, de Pádua e de todo o mundo.

Passados oito séculos de história, surge agora a iniciativa do Jubileu que junta novamente as duas comunidades eclesiais, a de Santa Cruz e a de Santo António dos Olivais, num empenho comum de valorizar um legado histórico e espiritual, dando-o a conhecer à diocese de Coimbra e a todo o País e fazendo dele uma mais valia para um processo de renovação da Igreja e da sociedade civil.

Santo António

Fernando Martins de Bulhões nasceu, em Lisboa, por volta de 1195. Depois de ter recebido a primeira instrução junto à Sé, aos 15 anos, entra no Mosteiro de São Vicente de Fora, onde prossegue a sua formação. Pouco tempo depois, ingressa no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde completa a sua formação e é ordenado sacerdote, aos 25 anos.

Em fevereiro de 1220, chegam ao Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, as relíquias dos cinco missionários franciscanos que tinham sido martirizados, em Marrocos. Fernando, cativado pela sua coragem, simplicidade e fé, em confronto com a mediocridade da sua vida, decide juntar-se aos franciscanos e partir para as missões. Troca o mosteiro de Santa Cruz pelo pobre ermitério de Santo Antão dos Olivais, muda de nome e assume o de António e, depois de um breve tempo, parte para Marrocos na senda dos cinco primeiros Mártires franciscanos.

Os Mártires de Marrocos

Berardo, Otão, Pedro, Acúrsio e Adjuto foram os primeiros missionários enviados por São Francisco às terras dos sarracenos. Naturais de Narni (Itália), abraçaram o exemplo de vida de Francisco de Assis e ingressaram na Ordem dos Frades Menores. Partindo de Assis em 1219, passaram por Coimbra, onde tiveram a possibilidade de conhecer o Cónego Regrante Fernando de Bulhões (o futuro Santo António).

De passagem por Sevilha, desprezando o perigo, começaram a pregar a fé de Cristo nas mesquitas. Conduzidos perante o sultão, foram encarcerados e, depois, transferidos para Marrocos com a ordem de não pregar mais o nome de Cristo. Eles, porém, continuaram com grande coragem a anunciar o Evangelho. Por isso, foram presos e cruelmente torturados e, finalmente, decapitados em Marraquexe, a 16 de janeiro de 1220.

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